ou de como um nome pode ser pretensioso

21 de Julho de 2008

teste

17 de Julho de 2008

2 argumentos para ficção científica, com um final levemente roubado, mas com o devido link


Assisti Wall-E. Gostei e muito, mas como não sou doido para dizer mais que isso, deixo links de quem falou bem e bonito sobre o assunto.


Wall- e a favor: Omelete

Melhores do Mundo

Marcelo Lopes

Filmes do Chico

Wall-e , nem tanto a favor: Rafael Galvão

( polos [ nem tanto] são bacaníssimos.)

O que me interessou, e´, que depois do filme uma idéia me rasgou os miolinhos da cachola.

E se no futuro. mui distante, descobríssemos que não existe vida após a morte e que não há vida, nenhuma, em nenhum outro planeta. Vivemos sozinhos.

Doido, não?!

Rapidinho, essa idéia se transformou em 2 argumentos, rasteirinhos, de ficção científica, que cabem direitinho no último parágrafo de um romance ainda não escrito da Olivia Maia.

1º Argumento: Uma grande espaçonave, vamos chamá-la Noé, escapa da ruínas do Planeta Terra. Após muitas aventuras no espaço, a nave e seus tripulantes chegam ao fim do Universo. O fim geográfico do Universo se parece com um grande espelho côncavo e trêmulo, melhor, uma grande cachoeira, tão infinitamente grande que é impossível saber o seu início e o seu fim, tanto na horizontal, quanto na vertical, uma cachoeira côncava, translucida, refletindo todo o universo. Por ela passará a espaçonave, e a última narração será:


Mas então a quem cabe lembrar que todo o universo gira em torno de um imenso buraco negro, ponto de origem de tudo o que existe, e seu inevitável colapso e dissolução?

(Quando o pó, na verdade, o vácuo, por infinita inversão.)


2º Argumento: Essa história tem até título: Sob as aguas de Bahamut. Milionários fanáticos religiosos e ateístas decidem apostar se há ou não vida depois da morte. Mas como eles são os vilões, e estupidamente ricos, e mentes enlouquecidas do mal, resolvem destruir toda a vida
(eles no pacote) para ver quem ganha a aposta. Inverossímil? Claro! Mas se não fosse teria graça? Um herói, sempre, descobre o plano, e, depois de muita ação, aventura e uma gatinha, o herói derrota os vilões, salva o mundo, e ainda vê o que existe sob o Bahamut. E´claro, classicamente, para não enlouquecer, aos poucos o herói vai esquecendo o que viu, até a última narração:


Mas então a quem cabe lembrar que todo o universo gira em torno de um imenso buraco negro, ponto de origem de tudo o que existe, e seu inevitável colapso e dissolução?

(Quando o pó, na verdade, o vácuo, por infinita inversão.)



Eu hein, e olha que sou careta!

13 de Julho de 2008

professione

Rápidas:

1º O desenho e toda o roteiro forma feitas pela Sueli. Prontinho, foi publicado na Revista Subversos.

Mas, a versão que eu conheço, não tem diálogos. Dai, uma história com começo, meio e fim, sem diálogos, para um colocador de diálogos, ha, é prato cheio. Portanto, a minha parte de bicão, foi só inventar e colocar um diálogo numa história já prontinha. Se fiz bem? ou fiz mal?, bom, não sei.

2º A Nanci é uma tercerizada no ministério do trabalho. Sua função é cuidar do seguro-desemprego. A gente acaba aprendendo um pouquinho, quer queira, quer não. Bom, uma das coisa que aprendi é que pegar o seguro dá um trabalho. Cada detalhe técnico e burocrático terrível. Um vacilo, e pronto, o seguro da pessoa emperra, e o coitada tem que esperar um bom par de dias para receber, se receber, o dinheiro. Detalhe, a pessoa está desempregada.

Agora, imagina!, um desempregado, sem dinheiro, durante 3 meses. Quase sempre desconta a frustração no funcionário direto. Não, a Nanci nunca sofreu agressão ou violência direta, mas já teve que ouvir uns bons gritos. Coitados.

Para aumentar o desenho é só clicar na imagem.

Valeu.






7 de Julho de 2008

retorno. viagem antes do soninho


Ontem estava relendo está ótima história em quadrinhos da Patrulha do Destino, escrita por Grant Morrison e desenhada por Richard Case.

Nela, a grande aventura, o grande antagonista, é aquela famosa pergunta :"Por que existe tudo ao em vez do nada?" .

O que não significa uma história filosófica e , vá lá , paradinha, é aventura e, vá lá, porrada, do início ao fim.?

O que, depois da derrota dos vilões, me fez perguntar:

Uai, por que nós temos consciência sobre isso! e Poxa, o que é essa tal consciência?

Contudo, no fim, quero saber não. Quero o mistério.

E por que há pessoas que adoram ridicularizar e maldizer o mistério?

Não, Não. Não sou religioso, mas também não sou ateu. Nem místico. Apenas um devedor do mistério, meu credor.

Acho o mistério bonito, pois não busca um fim, como se a vida dependesse apenas da resposta da morte.

Contrapondo, me parece bem bobinho a alegrias dos homens ( meninos e meninas) que sentem prazer em explicar e deformar o mistério, ao enfiá-lo dentro de formas de racionalismo besta (religioso ou ateu), para depois, servi-lo como prato principal no lanche do fanatismo (ateu ou religioso); forçar essa empada seca goela abaixo de um pobre qualquer, e sem um golinho de garapa para ajudar.

Não que eu seja contra a razão ou a favor de relegar o mistério para uma senzala tapada contra o sol. Eu acho bonito( palavrinha singela, mas tão gastinha , tadinha) revelar, mas não decifrar o mistério. Bobeira. Perde-se o mistério, ganha-se um utilitário.

( É, penso que essas linhas podem me satisfazer sobre o que eu acho de um monte de coisa, que podem ser vistas, mas que sofrem atropelos quando sofrem de explicações tin-tin por tin-tin.)

Ou não?

2 de Julho de 2008

imóveis

Como foi divulgado no Universo Tangente nós da Vincent Price empreendimentos imobiliários, com mais de 90 de tradição, estamos com uma excelente promoção de imóvies no Jardim Bizarro.

Anunciamos agora fotos dos imóvies para os interessados:

Apartamento:


3quartos, salão 2 ambientes, família completa de Poltergeists residentes e integrados ao ambiente, suíte, DCE.

Lote:

Ótimo lote 400mts2, murado, plano, ótima localização, portal dimensional ativo nos fundos.
( no ato da compra nós assumimos o compromisso de murar por inteiro o terreno)


Casas:

Casa colonial, 4qtos, 2sls, 2banheiros, suíte, construída em cima de um cemitério Apache, 3 vagas.



Ótima casa com 3qts, salão 2 ambientes, terreno com caveira de burro enterrada, DCE.




Oportunidade! – Casa ampla, reformada, sangra pela sala e uma das suítes, 3qts, sendo um com buraco negro apontado para casa em universo paralelo que jorra mingau do piso do banheiro, 2vagas.






Trabalhamos com seu FGTS






Boris Karlof Corretores CRECI: 666.666.666.

contato: lugosi@dracul.com.br
www.price.com.br

26 de Junho de 2008

si vis pacem, parabellum, omnia omnes

siga na leitura - indicada para os ouvidos






" em breve todos nós dormiremos sob a terra, nós, que nunca deixamos o outro dormir sobre ela"


" pelo menos a coisa estará acabada em apenas 3 semanas"



" conheci um homem quando eu era jovem. Ernst Brechtman. um açougueiro. na época me parecia um velho, mas ele não devia ter mais de 40. Um dos homens mais gentis que conheci. certa vez, visitei seu matadouro e vi ele matar 26 ovelhas. ele jogava os animais numa laje de cimento, puxava as cabeças para trás e, usando uma faca curva, afiada num velho amolador de pedra com pedal, cortava suas gargantas. o sangue pulsante jorrava pra dentro de um canal que atravessa todos os compartimentos do matadouro, antes de desaguar no rio. quando os animais paravam de sangrar, Ernst sentava numa imunda cadeira de pau, perto do fim da laje. notei que ele estava coberto de sangue, quando acendeu o cachimbo e relaxou. a fumaça era bem-vinda. ajudava a disfarçar o cheiro de sangue. ele enchia os pulmões várias vezes. então erguia a cabeça pra me ver. enquanto uma centena de pernas de ovelhas se debatiam atrás dele, emoldurando seu rosto escuro e ensangüentado numa aura de luz branca, ele sorria. sorria, apesar de tudo que eu tinha visto. reconheci aquele sorriso amplo e cheio de dentes - e foi só então que ele se tornou aquele Ernst que eu conhecia.

Ernst Brechtman estava feliz. fazia seu serviço e se recompensava com uma baforada. não havia dúvidas nem perguntas. ele servia a um objetivo.

Essa lembrança me sustentou como soldado."




" ... e estando eles no campo, sucedeu que se levantaram, contra o irmão..."



" a voz do sangue do seu irmão nos chama da terra?"



" a terra não pode nos sustentar, não habitaremos juntos, porque são muitos os seus desejos, e poucas as minhas vontades, sinto, não poderemos habitar um ao lado do outro"



" longe das zonas de férteis terras, será a nossa habitação, e sem o orvalho."



" reinar sobre nós?!"


( e se fosse o meu companheiro? eu o teria matado? minha vontade passaria por cima de tudo?)"






"....mas , é para isso que servem os homens, não?!"















" Mas é para isso que servem os homens. Não."

reposta- rover


E terminado um ciclo de repostas:

(que deveria ter durado uma semana, mas como preguiça também é de Deus...)

Meu vizinho Rover!

Mas primeiro, quem quiser, leia a pergunta, aqui.

Rover é estudante de Letras da Unip:


Bem, estudo na Unip, aqui em SJC. E... bem... ensino de texto dramático, ali, inexiste. Mesmo. Algo sobre alguns autores, mas em conteúdos cuja qualidade até a Wikipedia supera...

Aristóteles? Muito por cima. Como leitura recomendada e olhe lá.

Gil Vicente? Uma prova sobre o Auto da Barca e olhe lá.

Shakespeare? Conheço o (fantástico) sonetista - e não foi a faculdade que me apresentou não. Já o (igualmente fantástico) autor teatral, nem de longe. Nem pra recomendar as traduções do Millôr a faculdade serviu... (e olhe lá).

Outros? Nem "e olhe lá" dá pra falar...

Nada, nothing, nadie, niente.

Acho que a postura da faculdade, nesse e em outros casos, é incentivar o auto-didatismo, rá, rá...

Arrisco: dependendo do caso, se aprende mais debatendo (em blogs, mesmo) do que frequentando certas aulas...

Abraços.


O site da universidade é : http://www2.unip.br/splash.asp