sem títulos- só links e uma opinião
A menina do Balacobaco, Marie Tourvel foi ao Hamlet do Wagner Moura.
Suas impressões sobre a peça estão bem boas. Escrevi um comentário, mas o danado ficou longo demais. Peço licença então de transformar esse comentário em post.
Reafirmo! são bem boas as palavras da Marie, por isso leiam lá, e depois, quem quiser, volte aqui.
"oi Marie.
Pois eu gostei muito dessa sua impressão da peça.
Mas poxa, sei não sobre essa coisa de " tem que ser dito não lido" se for assim não sobre muita coisa dos 1550 pra baixo!
Quanto ao Shakespeare do Wagner Moura, vi alguns ensaios pela tv, e bem, é bom , mas...sei não se é muito besta aminha opinião, mas hoje, acho, que não tem ator brasileiro com tarimba para interpretar o velho Bill.
E não tem nada a ver com a qualidade da interpretação, e sim com uma falta de cultura, vá lá, erudita e sólida. Não é nada Barbara Heliodoro ou Sábato Magaldi1
Quando ouço a Fernanda Montenegro, ou o Paulo Autran, ou a Eva Vilma( essa me surpreendeu) e até o Tarcisão falarem, tenho a impressão do que mais que atores, essas pessoas são, e sentem orgulho por serem, uma continuação de uma grande tradição.
Me parece que quem trabalha sobre o palco, e se formou dos anos 60 pra cá ( tá aí o Tonico um bom ator, que não me deixa mentir) meio que abandonou , por livre-arbítrio, toda essa tradição na sua formação teórica, e isso vale para todas as áreas do teatro.
Um exemplo chato, mais claro:
Os atores até a década de 50 tinham aula de retórica; hoje, as aulas vocais querem levar a voz do ator cada vem mais para o registro informal, bem "a voz das ruas ". Argh. E daí assistimos aquelas barbáries em que o ator, para deixar a dicção próxima ao público, diz "to" no lugar de "estou" dentro de um texto clássico.
Chega! que ficou grande e rabugento.
Mas como se diz no teatro: Merda pro Hamlet brasil!
Ps: Triste mesmo era o Hamlet do Zé Celso, com o Hamlet carioca e de língua presa."
E é só minhas gente
Suas impressões sobre a peça estão bem boas. Escrevi um comentário, mas o danado ficou longo demais. Peço licença então de transformar esse comentário em post.
Reafirmo! são bem boas as palavras da Marie, por isso leiam lá, e depois, quem quiser, volte aqui.
"oi Marie.
Pois eu gostei muito dessa sua impressão da peça.
Mas poxa, sei não sobre essa coisa de " tem que ser dito não lido" se for assim não sobre muita coisa dos 1550 pra baixo!
Quanto ao Shakespeare do Wagner Moura, vi alguns ensaios pela tv, e bem, é bom , mas...sei não se é muito besta aminha opinião, mas hoje, acho, que não tem ator brasileiro com tarimba para interpretar o velho Bill.
E não tem nada a ver com a qualidade da interpretação, e sim com uma falta de cultura, vá lá, erudita e sólida. Não é nada Barbara Heliodoro ou Sábato Magaldi1
Quando ouço a Fernanda Montenegro, ou o Paulo Autran, ou a Eva Vilma( essa me surpreendeu) e até o Tarcisão falarem, tenho a impressão do que mais que atores, essas pessoas são, e sentem orgulho por serem, uma continuação de uma grande tradição.
Me parece que quem trabalha sobre o palco, e se formou dos anos 60 pra cá ( tá aí o Tonico um bom ator, que não me deixa mentir) meio que abandonou , por livre-arbítrio, toda essa tradição na sua formação teórica, e isso vale para todas as áreas do teatro.
Um exemplo chato, mais claro:
Os atores até a década de 50 tinham aula de retórica; hoje, as aulas vocais querem levar a voz do ator cada vem mais para o registro informal, bem "a voz das ruas ". Argh. E daí assistimos aquelas barbáries em que o ator, para deixar a dicção próxima ao público, diz "to" no lugar de "estou" dentro de um texto clássico.
Chega! que ficou grande e rabugento.
Mas como se diz no teatro: Merda pro Hamlet brasil!
Ps: Triste mesmo era o Hamlet do Zé Celso, com o Hamlet carioca e de língua presa."
E é só minhas gente


7 comentários:
Bom, em primeiro lugar... obrigada pelo "menina" (Eba!). Mas você sabe que é exatamente o que eu penso com relação aos atores? A empostação da voz, essa linguagem chula. O diretor quis fazer uma coisa meio que despojada, largada. Para o bardo, Leo? Para o bardo? Ora, ora, ora... Shakespeare é Shakespeare. Eu não cheguei a assistir Paulo Autran encenando Hamlet, mas mesmo sem ter assistido já sei que deve ter sido maravilhoso. Não porque o cara era um ícone e tal, mas porque a gente sempre sabia o que encontrar ao assistir a uma peça em que Autran atuava. Me fiz entender? Acho que me estendi demais. Virou post. :) Eu simplesmente adorei o seu post. Você, sim, é um crítico de teatro. E do balacobaco. Muitos beijos.
Putz, e esqueci de dizer sobre o dionisíaco Zé Celso. Ainda veremos um Hamlet dirigido por ele com todos os atores em cena nus. Porque será a nova "concepção" do velho Bill. Argh!!!!!!! Mais beijos
Enquanto as pessoas não entenderem que pra uma cultura ter identidade o coloquial e o erudito tem que co-existir (porque se um impulsiona a língua adiante, o outro dialoga diretamente com sua tradição, mantendo a identidade), corremos o risco de ver um Shakespeare falando "mano", um Moliere falando "chapa quente", et cetera. Grande abraço.
oi Marie.
o Paulo Autran merece o título que tem. Tive a honra de assistir "Advinha quem vem pra rezar" sua penúltima peça, e o velhinho, com dois maços de cigarro pra dentro, era muito bom.
Infelizmente Paulo não interpretou Hamelt, essa honra coube A Sérgio Cardoso(personagem que lançou sua carreira)
Paulo Autran encenou Otelo (1956), Macbeth (1970), Coriolano(1973)A tempestade (1994), Reia Lear(1996)
e isso só do Bardo. Foram muitos textos bons nesses 90 espetáculos feitos.
quanto ao Zé,pfff, nada a declarar.
abs
olá Rover
Disse tudo! Parece que cada vez mais se esquece das aulas que Villa- Lobos e Pixinguinha, Guimarães ou Volpi deram sobre união do popular e erudito.
Quanto essa coisa do "mano", isso até tem, mas bate na madeira pra não se alastrar.
abs
Puxa, Leo, sempre achei que o Autran tinha encarado o Hamlet. Desculpa aeê a falha, "mano". hahahaha. Que horror essa coisa de "mano", né? Mas é bom mesmo a gente ficar quietinho, pois pode alastrar mais mesmo e aí será a verdadeira desgraça. Beijos, querido.
Oi Marie.
Essa coisa de "mano" é bem feinho mesmo!
abs
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