ou de como um nome pode ser pretensioso

17 de Julho de 2008

2 argumentos para ficção científica, com um final levemente roubado, mas com o devido link


Assisti Wall-E. Gostei e muito, mas como não sou doido para dizer mais que isso, deixo links de quem falou bem e bonito sobre o assunto.


Wall- e a favor: Omelete

Melhores do Mundo

Marcelo Lopes

Filmes do Chico

Wall-e , nem tanto a favor: Rafael Galvão

( polos [ nem tanto] são bacaníssimos.)

O que me interessou, e´, que depois do filme uma idéia me rasgou os miolinhos da cachola.

E se no futuro. mui distante, descobríssemos que não existe vida após a morte e que não há vida, nenhuma, em nenhum outro planeta. Vivemos sozinhos.

Doido, não?!

Rapidinho, essa idéia se transformou em 2 argumentos, rasteirinhos, de ficção científica, que cabem direitinho no último parágrafo de um romance ainda não escrito da Olivia Maia.

1º Argumento: Uma grande espaçonave, vamos chamá-la Noé, escapa da ruínas do Planeta Terra. Após muitas aventuras no espaço, a nave e seus tripulantes chegam ao fim do Universo. O fim geográfico do Universo se parece com um grande espelho côncavo e trêmulo, melhor, uma grande cachoeira, tão infinitamente grande que é impossível saber o seu início e o seu fim, tanto na horizontal, quanto na vertical, uma cachoeira côncava, translucida, refletindo todo o universo. Por ela passará a espaçonave, e a última narração será:


Mas então a quem cabe lembrar que todo o universo gira em torno de um imenso buraco negro, ponto de origem de tudo o que existe, e seu inevitável colapso e dissolução?

(Quando o pó, na verdade, o vácuo, por infinita inversão.)


2º Argumento: Essa história tem até título: Sob as aguas de Bahamut. Milionários fanáticos religiosos e ateístas decidem apostar se há ou não vida depois da morte. Mas como eles são os vilões, e estupidamente ricos, e mentes enlouquecidas do mal, resolvem destruir toda a vida
(eles no pacote) para ver quem ganha a aposta. Inverossímil? Claro! Mas se não fosse teria graça? Um herói, sempre, descobre o plano, e, depois de muita ação, aventura e uma gatinha, o herói derrota os vilões, salva o mundo, e ainda vê o que existe sob o Bahamut. E´claro, classicamente, para não enlouquecer, aos poucos o herói vai esquecendo o que viu, até a última narração:


Mas então a quem cabe lembrar que todo o universo gira em torno de um imenso buraco negro, ponto de origem de tudo o que existe, e seu inevitável colapso e dissolução?

(Quando o pó, na verdade, o vácuo, por infinita inversão.)



Eu hein, e olha que sou careta!

2 comentários:

Marie Tourvel disse...

Careta, né, Leo? Tá bom, vou acreditar nessa. ;) Gosto de suas críticas e adorei seus argumentos. Um beijo.

Léo e só disse...

Oi Marie

Acredite sim! è só HQ demais na cabeça :)

abs