nota mental: ou de como um nome pode ser pretensioso

3 de agosto de 2008

Os melhores filmes de cada ano que vivi - capítulo 1 , enfim o começo



Marcelo, o moço de 2 posts abaixo, me convidou , no dia 16 de julho desse ano, pelo seu Universo Tangente, para participar de um brincadeira.

Listar os melhores filmes de cada ano que vivi .

Para o tempo de um blog, 2 semanas, é tempo para esquecer. Mas como eu não sou muito fã dessa idéia do efêmero na internet, bom, lá vou eu com a minha lista.

Todavia, já aviso, eu não sou nenhum especialista, enciclopedista, conhecedor ou entendendor de cinema. Os filmes listados aqui, muitos, são de gosto duvidoso, e se estão é por pertencerem àquele ambiente nebuloso da cabeça chamado memória afetiva.

Pois sim, houve um tempo em que assistir a um filme ou ouvir uma música eram apenas uns dos elementos que compunham um momento fugaz e uma lembrança perene de felicidade. Depois, assim, adulto, e´que aprendi o que é o valor de um filme só por ele mesmo e seus méritos.

Não sei se é bom ou mal, só sei que beber um coca-cola depois de um filme não foi o mesmo.

Para aqueles que gostam de cinema, aqui vai uma lista de pessoas que falam sério de cinema, sem serem bocós.


E para vocês perceberem como o meu gosto é duvidoso, faço essa lista ouvindo a trilha sonora do Musical Hairspray


1981 - Fúrias de titãs

Ano Inesquecível para minha vida, afinal, no dia 30 de janeiro o mundo ouviu o meu 1º aiaiaia.
Uma safra excelente. De Caçadores da Arca Perdida a Lili Marlene de Rainer Werner Fassbinber, passando pelo excelente infantil Os Saltimbancos Trapalhões e o oscarizado alemão Mephisto, o ano de 81 foi daqui! no quesito fantasia, mas na boa, na minha opinião, nada supera a alegria de sempre ver e rever a Fúria de Titãs.

Assistir aos filmes Ray Harryhausen não era assistir um gordão tentando te convencer por meio do computadores que seres mitólógicos são reais, e sim, ver um grande Houdini dos efeitos especiais, sofisticado e lúdico. Sem falar da história; Perseu enfrentadno a medusa e o Kraken em nome do amor de Andrômeda, e ainda tem o Laurence Olivier de Zeus!

1892 - Poltergeist

O governador Schwarzenegger e James Earl Jones ( o verdaeiro Darth Vader) capitaneando o grande bárbaro da ciméria, Conan; Stalonne e o início da marca de matar Jonh Rambo e Blade Runner e seu mundo cibernético de um lado; Querelle, adaptação de Jean Genet pelas mãos de Fassbinder; Fitzcarraldo de Herzog e Fanny e Alexandre de Bergman do outro, mas nada me impressionou mais que Poltergeist

E olha que eu nem estou considerando toda a fama pós-filme que foi criada com a morte das 2 atrizes mirins .

A direção de Tob Hooper( o Masacre da serra elétrica) e a produção do velho Spielberg me aterrorizaram e muito. Até hoje me lembro da cena de um bonequinho do Hulk cavalgando no ar sobre um cavalinho de plástico, assustador. Ou a menininha loira dizendo: "Eles estão aqui." Ou a cena da mãe, paralisada de medo, chorando, ouvindo a pergunta da filha, presa dentro da tv:
"Mamãe, tem alguém aqui comigo, é você?"

Depois disso:

O chiado de uma teve nunca mais foi o mesmo. Ainda bem que inventaram a tela azul. Sério.

1893 - Na hora da Zona Morta

Eu fico besta em pensar como as histórias de Stephen King servem bem ai cinema. Tudo bem, têm muitas bombas, mas vejam: Brian De Palma em Carrie, a estranha; O iluminado de Kubrick; o Cemitério Maldito.

Sem mais delonga, o homem, o mito, o cara Christopher Walken interpretando um amalucado professor de literatura que tem o "dom" de prever as desgraças futuras das pessoas, basta tocá-las. O Midas moderno, sob a visão de David Cronemberg. Senhores ; The Dead Zone, ou no Brasil; Na hora da Zona morta.

2 em 1 , sem dúvida eu gosto do sobrenatural. Até eu estou espantado!

1894 - Paris-Texas


Um ano de grandes produções. Blockbusters e artísticas. Era uma vez na américa; Gremlins; O exterminador do Futuro; Um tira da pesada. os Caças-Fantasmas; Amadeus; se não meengano tem até uma versão do Tarzan, entre outros, mas dessa vez vou optar por um filme que assisti não faz 4 anos, Paris- Texas.

Um filme pequeno na produção, mas... Um homem , o silêncio, a memória e um deserto e uma grande cidade. Poético demais? Pois foi isso que senti quando assisti o filme de Wim Wenders . Um westen sem caubois, tiros, mortes, mas con todos os personagens e histórias que um western pode contar.





Post longo. Fim. Próximo post, 1985 em diante

2 comentários:

dri disse...

Léo, isso é sensacional!!!
Vai demorar uns dois séculos para poder pensar nessa lista, mas vai ser delicioso! O bom é que tenho uma continha neste site http://www.criticker.com/ e vai ser uma mão na roda para escolher os filmes pelo ano...
O perigoso disso é entregar a idade! hehehe Mas tudo bem, ainda sou jovem e não tenho "quase" nada a esconder!

Você faz aniversário no mesmo dia que meu pai e nasceu exatos 4 dias depois de mim, pois bem, está na cara que tu era aquariano!

Léo e só disse...

oi Dri

Pra quem quiser saber a resposta desse comentário:

http://quixotando.wordpress.com/2008/08/04/os-melhores-filmes-de-cada-ano-que-vivi/#comment-1994

paráá!