nota mental: ou de como um nome pode ser pretensioso

30 de março de 2008

fracasso

O Homem no Teto de Jules Feiffer.

O personagem principal, Jimmy, um menino de 10 anos, conversa com seu Tio:

"De que vale uma árvore sem folhas? de que vale o céu sem estrelas? De que vale um musical da Broadway sem uma canção de amor?"

" Mas você compôs uma grande canção de amor!", disse Jimmy e cantou os primeiros compassos de "Sentindo demais, depressa demais, cedo demais".

"Agora é fácil de cantar", disse Tio Lester. "Mas o que eu batalhei e fracassei e batalhei e fracassei! Doze anos." Baixou a cabeça repetidas vezes, como se estivesse contando um por um os anos. " Até que um belo dia levantei da cama, fui para o piano", estalou os dedos, "e em cinco minutos estava pronta a minha canção de amor."

Jimmy não entendeu. "Mas como?"

" Como eu estou te dizendo", disse Tio Lester, dando a resposta como subentendida. "Há canções que são canções de dez minutos", prosseguiu. "Exigem apenas dez minutos para ser compostas. Há canções de vinte ou trinta minutos. Outras canções acabam sendo canções de dois dias, ou de duas semanas, ou de dois meses. Minha canção de amor foi uma canção de doze anos."

" Ah, entendo", disse Jimmy, sem entender absolutamente.

" Você não pode compor uma boa canção antes dela estar pronta. Para ela ficar pronta, muitas vezes (muitíssimas vezes demais) é preciso você escrever uma porção de canções ruins, o que as pessoas chama de 'fracassos'. 'Fracassos', repetiu ele, franzindo os lábios maliciosamente. "Pois bem. Em cada 'fracasso' está contido um pouco do sucesso futuro. Porque deixa você mais perto de estar pronto. Pode fracassar, fracassar um pouco mais, fracassar de novo e bifracassar e trifacassar e tetrafracassar. Fracassar de um modo tão terrível que ninguém imagina que você seja capaz de ainda algum dia vir a fazer alguma outra coisa". Lester fez uma pausa. "Mas você, o autor, não pensa assim."

"Não?", disse Jimmy.

" Porque você sabe ver mias longe, sabe ver além da sombra de uma dúvida", Tio Lester prosseguiu, como se houvesse refletido muito sobre o fracasso; e por que não?, "sabe ver que o fracasso é o patinho feio."

Bem , Jimmy até que poderia ter adivinhado que o fracasso era uma doença impossível de curar ou um túnel de que era impossível sair, mas adivinhar que o fracasso era o patinho feio - nem em um milhão de anos!

" Você não vira um belo cisne por acaso", disse Tio Lester. " A única maneira de ser um belo cisne é começar como um patinho feio. E você acaba vencendo essa etapa."

Agora Jimmy havia entendido. " Da mesma maneira como lagartas se transformam em borboletas?"

"Isso mesmo!", disse Tio Lester.

"E da mesma maneira como é preciso primeiro aprender a andar antes de saber correr!", disse Jimmy.

"Esse é o meu garoto!", vibrou Tio Lester.

"Da mesma maneira, se eu quiser desenhar uma boa mão com bons dedos, terei que desenhar centenas, talvez mil, talvez dez mil mãos ruins, horríveis, grotescas."

"Não poderia ter me ... ter me... ter me expressado melhore." Os olhos de Tio Lester brilhavam radiantes. Ele envolveu Jimmy com um abraço e puxou-o para bem junto de si. " Então, vamos lá, que é que você me diz?"

Jimmy não disse nada. Que é que ele devria dizer? Tio Lester acabara de lhe ensinar que o fracasso era OK. OK? o fracasso era uma coisa horrível! Tudo em sua vida lhe dizia que Lester não sabia o que estava falando. Mas isso obviamente não era verdade. Se Tio Lester não era uma autoridade em fracasso, quem seria?

Agora: como era possível que a mesma coisa que fazia a pessoa se sentir tão mal pudesse fazer bem a ela? Aí Jimmy lembrou-se da continuação do raciocínio. O fracasso só fazia bem se você o tratasse não como fracasso, mas como o normal. Se você o tratasse não como sendo a prova do idiota, do merda que você era.

O fracasso era normal? O fracasso era normal? Nem por um segundo Jimmy seria capaz de acreditar nisso. Mas depois lembrava-se da parte mais difícil: o fracasso só funcionava se você seguisse em frente. Em frente, em frente, toda a vida. Não importa quantas vezes você fracassasse, não podia desistir. E aí estava a chave de tudo. Porque, bem no fundo do coração, Jimmy sabia que queria desistir




só pra contar


Que lugar você compra um edição de 2003, novinha!, da Revolução dos Bichos por apenas R$ 4.00 reais?

Só na "Breganha" de Taubaté. Salve a Breganha!

Mudou muito, não é apenas escambo, mas ainda é um delícia. Um passeio e um caldo de cana para refrescar.

29 de março de 2008

a estrada do que é importante. Qual o que...




O homem no Teto de Jules Feiffer



Esta é a terceira tentativa de criação de um texto.

Não sou bom com textos longos, e os dois textos que estavam saindo do forno eram bem longuinhos. Este não é um blog de textos longos. Por quê? Porque eu não sei escrever textos assim sem parecer chatinho, chatinho.

Eu não sei escrever como um Paulo Polzonoff ou um Alex Castro. E nem quero ser. Benza Deus!

O que eu queria dizer era: Que tudo que pensamos têm muita importância, mas também não têm importância nenhuma, só depende do momento.

Um clichê esquizofrênico?

Minha melhor resposta é uma imagem:

Hoje, um grande comediante judeu contará uma piada sobre o amor na época da Alemanha Nazista. Amanhã (50 anos à frente) um grande comediante palestino contará a mesma piada, mas com personagens e platéia diferentes .

Ou será que tudo é estupidez da minha parte?


my funny bird


Eu entendo tanto de Jazz quanto de arquitetura. Mas este Disco, Ah Meu Deus!, é muito bom. Espanta qualquer mau olhado.

27 de março de 2008

eu acho...


Que amigo que é amigo a gente recebe na cozinha. E não na sala!

para enxergar o absurdo, imagine se fosse a saúde


Lei de incentivo é um problema. E quanto mais "famoso" piora uso.

Não sou contra leis de incentivo. Vi muitos bons trabalhos, com trabalho, por causa dela. O problema é esta distorção psicótica.

A lei deixou de ser uma ferramenta e virou o próprio "plano de cultura". Ah, é claro, o fato de deixar 80% da classe artística preguiçosa que só.

É inegável que um grande percentual das temporadas teatrais cariocas e paulistas é bancado pelo dinheiro público.

Mas o assunto é:

E para viajar, como funciona?

Hoje, aprenda como funciona a boa e velha turnê com o seu artista preferido, o sonho de todo ator :

Quanto maior for produção (leia-se estrela e famoso) em turnê, menos dinheiro ela vai investir.

Para a coisa ficar mais fácil, vamos imaginar que quem vai excursionar seja a Zeze Polessa com o seu monólogo.

Primeiro, esta produção só visitará sua cidade( não importa se é Curitiba, BH ou Taubaté) se uma grande empresa ou prefeitura comprar o espetáculo, resumindo a peça já vem paga.

Segundo, em cada cidade existe um produtor chamado de "Frente" que tem a função de organizar a passagem da peça, com todo o trabalho e gastos que dai possam ocorrer. Detalhe: O Frente não vê nem 1 real daquele dinheiro já pago. Todos os gastos e pagamentos saem do seu bolso. Daí , para não pagar pra trabalhar, o Frente, além de vender propagandas dentro do espetáculo, é obrigado a fazer permutas com restaurante, hoteis, gráficas, que não cobram ou cobram preço de custo, para receberem as benções e os sorrisos de "nossas estrelas".

É bom ressaltar que até agora a produção ligada diretamente à Zeze, ou a própria, não mexeram em nada no bolso abarrotado, no máximo ligações telefônicas, e olhe lá.

Bom, agora a parte que eu adoro, a bilheteria.

Você pergunta:

Bom, os ingressos serão baratinhos, já que tá tudo pago e o gasto foi mínimo?

Respondo:

Que nada! mínimo no valor de ingresso é 30 reais, e pra estudante! Um casal de estudante deixa na bilheteria 60 pila. Se não for estudante, hum.... A média é 45 reais por ingresso.

( Convenhamos: Essas peças da Broadway, com produção argentina, que recebem lei de incentivo e cobram ingressos bem caros, sei não. Mas isto é outra história)

Agora, multiplique isto por 450 cadeiras, que é o mínimo aceito por um produção; e agora, multiplique isso por 2 ou 3 dias que é, outra vez, o mínimo de dias, aceito por uma produção. Calculou?!

Eu já vi produções, em apenas 3 dias de bilheteria, ganharem o valor de um carro popular novinho, novinho. Depois me dizem que o teatro não dá dinheiro. HA!

E as cortesias? você perguntou.

As cortesias é um problema pro Frente resolver. Jamais a mais, senão. Coitado, é um bocó.

( Meus amigos Frente vão me matar)

É isso , o público paga, e bem, 3 vezes para assistir um "espetáculo com seu astro favorito", e ele, não gastou nada para dar o dom de sua graça. E que graça! Bah! Cada ego sem educação.

(Enquanto isto, profissionais responsáveis que dão duro para divulgar o trabalho... Bem , vocês sabem).

Eu não sei como você chamará isto. Eu chamo de safadeza.

Pergunta:

Quando uma pessoa está interessada em realizar um sonho que custa dinheiro( carro, casa, viagem), a dita, não faz um vaquinha, ou pega um empréstimo ? E quantos empregos são influenciados direta e indiretamente?

Para quem quer ter o que mais pensar vale a leitura:

Alessandro Martins, com seu Livros e Afins, tem uma excelente rede de artigos sobre o assunto, todos com links, é claro.Basta aparecer lá e escrever : lei de incentivo.

Paulo Polzonoff com o artigo O Eichman de cada um.

Leandro Oliveira em Sua Odisséia Literária também comenta sobre o assunto, mas nos livros.

Há o texto de Antonio Fernando Borges no Ordem Livre

25 de março de 2008

apagão



O mundo não é "bão"! É grande, e grande demais.

Nossas ligações eram esgarçadas (hehe, achamos que não) e nossos passos de gigante, ai meu filho, tão falsos. Tudo, pétala que se desmancha com brisinha.




Quando a energia, a luz, se foi, sem mais, nem menos, vimos nossas construções...

Aí meu filho, os homens do século XIX é que eram fortes; e as mulheres de lá, é que sabiam o que é dor. Graças ao nosso bondoso Deus, recuperamos o que perdemos.

Mas a energia, antes de nos abandonar, nos deu um brinde. Nos mostrou onde estamos, aqui, onde vivemos.

24 de março de 2008

curta, rabugento...



Eu sou cliente do Santander. Não acreditem no que Fernanda Torres e Selton Mello interpretam. É tudo mentira!É tudo mentira!

E o serviço de 0800 deles é o pior que existe.

(É quase um auto-alerta. E eu; nunca aprendo. Bah.)

23 de março de 2008

bobagem




Às vezes, meio assim, ficou pensando: Como deve ser o sono do Jack Bauer depois das suas 24 horas?

22 de março de 2008

compartilhamento dos contrários


NA semana passada, o Vitrine exibiu uma matéria sobre o lançamento do filme de Miguel Falabaella. A reportagem, em um jogo de influências, comparou O ator-diretor Clint Eastwood com o recém ator-diretor Miguel Falabella . Daí veio a pulga atrás da orelha.

Eu não gosto do que o Falabella faz, mas é claro, que cada um gosta do que quiser, e gasta seus caramingüás onde quiser. Mas o problema da matéria , e que problema, é a velha escala, o domínio da relativização.

Quer queira , quer não, Clint Eastwood é hoje um dos melhores cineastas mundiais em atividade. Um cara que construiu uma autêntica( se esse adjetivo vale ainda hoje) obra cinematográfica.

Já que a matéria desejava uma comparação, não faltavam outros atores-diretores : Sean Penn( que também é um diretor acima da média), Denzel Washington, Robert de Niro, enfim; ou mesmo o Daniel Filho, que é um caso de casa!

Mas o Clint, erro feio. Mesmo no cinema americano, ele está a quilômetros de distância. É aquele velho clichê: O menor dos seus filmes é melhor que a média.Basta dar uma olhadinha aqui e aqui

Será o papo de encontrar um gênio brasileiro, para o povo; e nada melhor que caciquar o já conhecido cacique?

Tudo bem, no final, eu sou mesmo um fã do trabalho do Velho Clint e um detrator do Falabella (isto não é um blog imparcial). E o correto é acreditar o que é a TV brasileira, desencanar, rir, e assistir, mais algumas vezes, todos os filmes do velho . O que vocês acham?

Ah, sim, o título da postagem vem dos batutas Comensais.

sem- títulos só link


Sou um fã ingênuo do espaço. Fico acreditando em tudo o que nós podemos aprender com ele, sem falar que navegar no espaço deve ser uma delícia. Mas quando leio uma matéria destas, aiaia...

"Feijões , um bumerangue e a conquista do espaço"


o braço direito


Leiam o Braço Direito de Otto Lara Resende. Eu indico por dois motivos:

1º - Para quem quiser saber a dinâmica do poder em uma cidade do interior, quiça das metrópoles. Vá lá, Vá lá, é um romance de 64, portanto, tem alguns elementos datados(tolices?!) , mas que em nada detonam o romance.

2º - Narrado em 1ª pessoa, é um dos melhores desenhos sobre como um homem fraco, que se acredita importante, dono de um sonho, é comido por uma ideologia.

Pros nascidos em Taubaté vale muito uma leitura pois explica direitinho a mecânica do governo Ortiz e seus 25 anos de domínio político sobre a cidade.

E para encerrar, uma citação de Leyla Perrone -Moisés, que dá a este achismo, certo ar seríssimo(mas só um pouquinho).

21 de março de 2008

sem título- só links

Marcelo Lopes com seu Universo Tangente aceitou meu convite nesta brincadeira de montar que é a Memistória.

Fez uma segunda parte digna de uma boa história B, sem compromisso e só com diversão. Pratão pra quem gosta de uma bela história pipoca!. Leiam, o link tá aqui.

Pra quem chegou agora ,e não sabe de toda a história, leia a explicação dessa doideira neste post aqui.

eu - detalhes práticos.



Resolvi dizer quem sou, neste blog. Um dia eu explico o motivo, ou não? Mas me desenho aos pedacinhos.

Meu no é Leonardo Felipe ( nome duplo, coisa de mãe) Mariano, mas respondo por Léo. Nasci no dia 30 de janeiro de 1981, 00:15, em um hospital que não existe mais. Nasci uma vez, bom é o que as pessoas tentam me provar todo dia.

Não sei quando vou morrer, quero que seja daqui a muito tempo. Só sei que vai ser de uma vez, pelo menos o enterro, bom, assim eu espero.

17 de março de 2008

eu e meus erros

Antes que alguém me castigue, vou lgo avisando:

Eu sou louco pra dar "pala" de ortografia. Em uma prova da faculdade eu simplesmnte escrevi "ouve" no lugar de "houve". Agora , eu fiz a mesma coisa.

Em alguma caixa comentários do blogs abaixo eu escrevi "desce" no lugar de "desse". Como eu faço isso?

Então, antes de me arrebentarem eu já dou as costas pra chibata...

Eu vou reencarnar como uma Gramática.

VERDADE!!!

Perseguindo Nisus - um flashback e uma bifurcação.

Explicação:

A coisa funcionou mais ou menos assim:

Ontem, domingo, estava lendo um post da Olivia Maia ,dona do Forsit, sobre o projeto Memistória, pensado pelo Alex Primo. Leiam aqui e saibam o que é.

Fiquei tão empolgado com a idéia e com a história desenvolvida que simplesmente, num domingo chuvoso, brinquei e resolvi fazer uma espécie de flashback, que por fim bifurca a história( eu acho ) a partir do texto da Olivia, ou melhor, não faz parte da cronologia oficial da história. (É muito divertido!!!)

Nesta brincadeira, exagerei ainda mais os elementos propostos pelos autores do texto, deixei bem coisa de menino viciado em quadrinhos de super-heróis. Eu gostei, eles eu tenho minha dúviada. HEHE. è lógico que mostrei para a galera ( desculpe por essa intimidade) e a Olivia e O Alex me sugeriram postar e ver no que dá.

A seqüencia da história "oficial" (mas não tanta) é esta:

Episódio 1, no Dossiê Alex Primo

Episódio 2, no ius communicatio

Episódio 3, no Hedonismos

Episódio 4, Forsit

Episódio 5, Lendo. org

Ah, a história se chama: Perseguindo Nisus. E a rapaziada, na minha modesta opinião, tá maando bem pra caramba. Vale a leitura.

Já esta minha brincadeira, que é bom ressaltar, não faz parte da cronologia dos links acima, vai receber o nome de : Perseguindo Nisus, a salvação genética.

Cara é emocionante. E´tão filme B .Espero conseguir quem continue a história. Imaginem! Um personagem, duas histórias. Igual a um bom quadrinho. Tô empolgadão!!

PS: Com muita honra, o Marcelo Lopes do Universo Tangente continuará a história abaixo.


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Perseguindo Nisus, a salvação genética.


...Não foi isso que você estava pensando, quando tentou me matar?"


O sorriso daquela sombra, e a lembrança daquele grande galpão industrial:


- Que bela maneira de tratar seu professor hein?


- Quem me dera tratar todos os meus professores assim.


- Eles ficariam muito felizes em saber que você despedaçou o meu ombro!


- Foi mal, mas você também não me deixou maquiado para um concurso de modelos. Cortes e sangue ainda não são aceitos. Quem sabe um dia?

- Nós somos uma piada? Você só tinha que entregar a menina.

- E vê-la morrer em cima daquele tanque? – apontou para um esquife metálico acima de um reservatório químico, pronto para receber a menina.A mente humana, uma fabulosa máquina construída em nome da loucura.

- Ela não é uma menina. Ela é a cura. Ela é tudo o que significa o Genoma 7.

- Ela é a porta para um genocídio.

- Não, ela é a porta pra um bem maior, e você sabe disto.

- Não existe bem nisto. E você é louco.

- Não. Somos soldados, e fomos pagos para obedecer.

- Soldados particulares são apenas mercenários.

- Cala a boca. Somos soldados. Não me venha com ética. Se nascemos com alguma, nós a perdemos toda com o trabalho. Me dê esta menina!

Apontou para menina.

- Então nós vamos ter que terminar isto. Pena , eu gostava de você chefe.

- É, eu gostava de você também, Nisus.


Sabiam que era ultima luta. Foi rápida e violenta. E no final, Nisus viu o chefe despencar para dentro do reservatório químico.


Quatro anos, e o desgraçado está vivo. Que merda, só pode ser um zumbi – pensou Nisus.


Então Nisus... Eu demorei muito tempo, e fiz muitas cirurgias, pra voltar ao batente.

O seu rosto ficou bonito. Condiz mais, ao invés daquela carinha de anjo – Nisus ria, mas os olhos analisavam o chefe. Sem dúvida era ainda um grande soldado, um excelente matador. Cérebro e punhos levaram aquele homem à condição de chefe. E essa cicatriz; meu deus, a cicatriz roubava todo o lado esquerdo do rosto, da testa ao queixo; e o olho branco, cego, lacrimejando ódio, expunha o demônio daquela alma.

Gostou? Foi a única coisa que pedi para não arrumarem. Ganhei quando cai naquele reservatório. Sabe? Você não sabe o estrago que faz esfregar a cara num tanque de ferro, em plena queda livre.


- Imagino!


- Não, não imagina. Sorte sua que eu sobrevivi e vou poder te mostrar o que é uma cicatriz de homem.


- Que sorte a minha! Se alguém poderia ter sobrevivido àquela queda era você – disse Nisus, com um sorriso apreensivo preso nos lábios.


Mas não hoje, hoje eu quero outra coisa.


16 de março de 2008

olivro dos destinos é recheado de fotos



Hoje, viajei. Gosto muito de fotos antigas. Dá pra ver. Então me veio essa idéia meio borgiana( sou tão eloqüentemente presunçoso quando estou com sono) que é:

Todos as pessoas, de todos os tempos, de todas idades, viveram,apenas para que hoje, não só eu, mas você também, vívessemos neste mundo

Pense; do meu, ou seu, avô, até um agricultor nomade, todos os gestos e pensares, ódios e amores, vidas e mortes, culminaram para nossa existência. E assim será conosco.

Resumindo não existem coincidências, apenas o destino. Mas isto é piração da madrugada, afinal, acreditar em destino em pleno século XXI é muita insanidade.

15 de março de 2008

descanso em dia de chuva


Que chuva hein?

Pois é. E ontem aquele sol que não se aguentava?

É. Uísque.

Você parece meio melancólico,Dean?

Hoje me perguntaram se eu era ateu ou crente. Éh, eu tive que rir.

Logo você não acredita em Deus?

Não é isso, não sei... É que acreditar assim é tão fácil , tão reconfortante. Eu já fiz e já caçei tanta coisa. Vi tanto mal saindo do bem, e tanto bem saindo do mal. As coisas, elas existem, mas não são tão organizadas quanto nos ensinam. Quem dera, hehe.

Nada como um uísque para você esquecer disto.

É, nada como um belo Jack pra gente deixar de ser mulherzinha.

Dean bebe em um gole.

Às vezes seria mais fácil se existisse apenas o nada , em vez de tudo - Dean ri indolente. Outra dose Sarah...

Claro.

14 de março de 2008

sem título- só links

O Ulisses, do Incautos de Ontem, que é um pedestre dos bons, vivendo na loucura anti-pedestre que é a velha SAmpa, além de puxar a orelha (e muito bem puxada) dos vandalos de plantão, cantou uma excelente dica virtual para aqueles que gostam de "esticar as pernas".
Apocalipse Motorizado é o nome desse sítio para pedestres.
Como sempre ,vale uma passada pelos dois:

marlene, marlene

Fascinante e linda!

Roubei da Dri.

lamentinho


Os blogues de teatro, me parece, não se levam a sério. Tudo parece displicente, apenas uma frase para céu ou um resmungo na fila. Já os blogues de literatura , me parece, não querem ser irrelevantes, mesmo com o humor

Ams existem outros assuntos?! Sim existem, mas que mal tem eu gostar de ler sobre os mundos que pagam as minhas contas e sustentam as minhas felicidades.

E´lógico que tudo isto é uma achismo ao som de Joe Cocker.

PS: Aceito receber endereços de blogues de música.

13 de março de 2008

Darwicionistas


Sim! Adão e Eva realmente existiram, mas Charles Darwin nunca errou. Nós descendemos dos macacos. Eu sei, foi me revelado por fonte fidedigna .

Saibam a verdade, a coisa aconteceu assim:

Adão foi criado do barro e Eva da costela. Eva e Adão comerão do fruto proibido, o fruto da ciência do bem e do mal( ignorantes naquela vida, nunca mais). Castigados, foram obrigados a abandonar o Paraíso.

Então, como foi falado, com muito sacrifício, tentamos evoluir de volta ao nosso lar no céu.

Não riam, isto é tudo verdade!!!

o Primeiro assassinato da história foi totalmente reconstituindo naquele filme: 2001 uma Odisséia no Espaço.


teatro em taubaté - quartas e quinta



O Sesc Taubaté fez uma boa programação de peças de teatro, digamos, independentes, pra este mês de março. Uma peça para cada quarta-feira e uma na quinta dia 20.

Duas eu já assisti.

A Primeira, ENTRE DIVAS E SENHORITAS da Cia Teatro de Senhoritas, eu gostei muito, apesar de enaltecer certo romantismo na profissão do ator que não me agrada . Mas isso é vírgula, pois, a voz, o corpo, o tema, gostei muito.

A segunda, A-MA-LA com da Cia Humatriz Teatro, com todo o trabalho técnico e de preparo da atriz não me pegou, não gostei. É bom ressaltar: "não gostar" não é e mesma coisa que ser ruim.

Os dois grupos sairam da Unicamp, o que me prova , cada dia mais, certa superioridade técnica dessa, na formação do ator, em relação a USP.

Mas uma coisa me chamou a atenção. Os grupos de teatro independente à vezes, me parece, se preocupam mais com a linguagem e o formato, do que com a história e os personagens, ao contrário das produtoras de teatro fundamentadas nos nomes famosos, que se preocupam mais com histórias e personagens em detrimento da linguagem e formato. Pena, perdem os dois.

( É importante ressaltar que muitos peças ditas "profissionais" com seus famosos, ou globais, não passam de caça-níqueis baratos. Mas gosto é gosto.)

É claro que isto não são opiniões de um crítico, e sim, de um técnico de luz que gosta de assistir teatro, portanto, muito das imperfeitas.

É isso, apesar daquele "mas", as peças foram boas, e eu recomendo as duas.

Espero ansioso pelas outras duas.

Serviço:

Simplesmete Gardênia - com a Cia Silvia Balielo
dia19, quarta-feira, às 20h.

Auto da paixão - com a Cia. Circo Branco
dia 20, quinta-feira, às 20h

Sesc Taubaté. TEL:3634.4000.

10 de março de 2008

política



Cara! Quais são suas convicções com o Che?

Quê?!

Cara! Quais são suas convicções políticas?

Ah...Eu?...Eu não sei?!

Cara! Qual sua posição com o Fidel?

Nenhuma?!

Cara! O que você pensa do Chávez e da Colômbia?

É?...Talvez?...Sei lá?!

Cara! E Israel e a Palestina?

Hum?... Difícil, né?!

Cara! Quais são suas preocupações? As eleições municipais?

Eh?... Uma delas?!

Cara! Quem é você?

Bem?...Seu primo mais novo?! Um estagiário de banco, como você?! Só que menos bêbado?!

Cara! Você é impagável! Eu te amo.

Pois é. Eu também. Garçom, a conta. Sua mãe vai nos matar....

9 de março de 2008

Epifania



Sono - pensou.

Teorias?! Todos as têm. Dados científicos não são nada sem carisma, apenas índice bibliográfico. (15 reais hora aula era pouco).

Era chatinha, chatinha, nessas coisas. Somou às explicações do trabalho. Que dó dos ouvintes. Riu.

Por que ela teve a idéia?

- Beinhê! você já tá duas horas na frente da tela e só meia página. Daqui a pouco você esquece o que está fazendo aí - brincou seu galã.

Pensou na irmã, que era sim, tão normal quanto ela, mas que vantagem naquela resposta.

- Suas idéias vão pra frente? Perguntou, na despedida, entre os goles de caipirinha de saque.

- Algumas. Mas, graças a Deus, ou eu esqueço meus planos ou tenho preguiça de pô-los em prática.

Que resposta.

Pena que a irmã desperdiçou todo o carisma no conteúdo da frase, e ela desperdiçou todo o conteúdo em frases sem carisma.

Epifania? Não, só sono e saudades de Taubaté.

casinha branca



Nesse sábado, visitei um desses belos condomínios "têm-tudo", que são vendidos e construídos em Taubaté.

Caro!

E, por nada mais , nada menos, do que o sonho, da nobreza "morumbi", vendido coletivamente a quem consegue pagar uma prestação. Uma? Não, todas.

O apartamento, o detalhe mais importante?! 82 metros quadrados!! 82 metros quadrados!! É 3 vezes menor do que a minha casa.

Jamais será um cenário fictício de filme de terror, pois, além de pequeno, é d'um hospitalar, nada pessoal. Bege.

Ai que saudades do tempo em que um terreno de 10 por 25 era considerado pequeno nas ruas de Taubaté.

o humor no sábado


Mentira! Quem me disse que a TV no sábado não tem humor? Conferi.

Quem disse nunca, eu repito, nunca, assistiu ao programado do Amaury Junior. É hilário ouvir aqueles alienígenas falando em português.

Ou será que nós, o resto, é que somos os verdadeiros alienígenas?



Ainda que essa pergunta seja profunda, não aniquila minha fé no humor do programa. Uma pérola.

6 de março de 2008

terror



A coisa vai mal, a coisa vai mal.

Ouço e sinto vibrar constantemente, de meia- e -meia hora, o meu telefone celular. Mas ele não vibra ou toca.

Acontece quando tudo está silencioso ou quando estou sozinho.

A música é baixinha, lá longe; e o toque é imperceptível, mais leve do que uma pequena formiga passeando sobre meu pé com meia.

Parece um fantasma. Um fantasma tecnológico. Um espírito vingativo aprisionado que assombra o dono do objeto.

Isto me assusta e vai mal.

5 de março de 2008

que humor!!!

Perto da minha casa; eu juro, não é piada, tem um vizinho que está há mais de dois anos desempregado.

Coisa de ano e meio, ele abriu um pequena igreja na casa dele.

Fechou.

Agora, ele tem um carrinho de lanche, tipo fast-food, em frente da casa.

Quem pode imaginar um enredo de humor desse?

4 de março de 2008

tudo deu errado

Faz 3 meses que as coisas da vida vêm me enrolando. Ontem foi a cereja do bolo ou a última gota, não sei, sei que tudo, tudo o que eu fiz ou quis fazer ontem, deu errado. Da simples vontade de beber um chopp até a ruína da minha conta financeira, nada me ajudou. Eu não consegui nada.

Puto, cheguei em casa e liguei o computador e leio, que coincidência!, esse texto do Alex Castro.

Cara, nada serviu tanto quanto isso:

Que não é tão bom quanto acha que é, ou mesmo quanto poderia ser?
Que suas prioridades estão todas erradas?

Que é uma pessoa ruim, mesquinha, egoísta, interesseira, vaidosa, idiota?
Que tudo que diz é mal-compreendido?

Que as pessoas lhe entendem mal porque é um incompente sem trato social que não consegue nem articular suas opiniões e sentimentos?

Que suas muitas falhas de caráter afastam mesmo as pessoas mais bem-intencionadas que tentam se aproximar?

Que deve haver um motivo pra não conseguir manter uma amizade ou um amor ou mesmo um emprego?

Que pode muito bem estar se iludindo sobre sua vida, sobre seus talentos, sobre suas possibilidades, sobre tudo?

Leiam a continuação no blog dele, vale a pena, é uma boa catarse pra quem teve um dia bem do péssimo.

E para mostrar o quanto tudo é meio patético, que certos momentos são piadas que demoro pra entender, que tal uma música do Movéis Coloniais de Acaju. Afinal, ontem, caminhei 50 minutos até a minha casa com um capacete na mão. Ainda bem que não choveu.HEHEE


PS: não sou medíocre, só à vezes é que sinto isto, mas logo "desencano", pois nem a minha mediocridade eu levo a sério.

PS 2: deu tudo errado arquivar a música no post. aiai

1 de março de 2008

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